Todas as qualidades que existem em nós têm uma função importante, caso contrário a natureza as teria eliminado. Quando usada em sua nobre razão de existir, ela é fundamentl útil, mas quando desvirtuada é sempre a causa de nossas mais caras dores.
Sofrer é sempre resultado do mau uso de nossas propriedades naturais.
Ilusão, este grande mostro é o produto do uso irregular e indisciplinado de nossa atenção ao observar a realidade.
Imaginar sem base na realidade é fazer islusões. O pior é que usamos essas ilusões como mapas da felicidade e cabamos nas desilusões.
Desilusão, é a visita da realidae destruindo as ilusões.
As ilusões nos deixam entorpecidos, e quando a realidade aparece de forma forte e definitiva ela cria um choque com as ilusões, de terrível dissabor, mas que nos despertam de nosso transe hipnótico e ilusório. Aí é o caos.
Se nesta hora insistirmos em preservar a ilusão, então teremos dores e sofrimento, porque a realidade é mais forte e resistirá a qualquer fuga. Porém se cedermos à realidade dos fatos, as dores desaparecerão.
As ilusões é que causam as dores e não a realidade, como reclamam os sonhadores.
Aceitar a realidade de que cada um é de sim mesmo e faz sua viagem na vida de forma independente, então a dor passa e ela consegue seguir em frente.
O que causa a dor é a ilusão e não a realidade.
Mágoas e ressentimentos são desilusões que ainda nos assombram porque recusamos a realidade dos fatos, e mantemos as ilusões.
Ninguém é responsável pelas suas mágoas a não ser você mesmo.
A realidade jamais se moldará às suas ilusões. Você é que terá, mais cedo ou mais tarde, que ceder.
Estamos cheios de idéias paradisíacas da felicidade. Infelizmente investimos seriamente nestas idéias e colecionamos desilusões. Logo podemos perder a crença na vida e nos deixar morrer de infelicidade.
Viver com sucesso com alguém é saber apreciar a realidade de cada momento, tirando proveito deles.
Gostar é um exercício de apreciação.
Mas o monstro do sonho de amor sempre põe tudo a perder, pois quer o irreal, o absurdo, e chama a realidade de cruel.
Quando não temos ilusões de amor, aprendemos que conviver com os outros é estar incessantemente confrontando nossos limites e nos desenvolvendo em nossas qualidades.
Tentar empurrar as coisas, as pessoas e a nós mesmo para serem como fantasiamos que é o melhor para nossa felicidade, além de trabalhoso e disfuncional é egoísta e sempre desastroso.
Inventamos o que é perfeito.
Inventamos o que é o certo.
Inventamos o que é normal.
Inventamos o que é o adequado.
Inventamos o que é o bom.
Inventamos o que é o bonito.
Inventamos o que é a verdade.
Inventamos o que é educado.
Inventamos o que é aceitável.
Inventamos o que é o melhor.
Inventamos, eu disse, Inventamos, e a realidade não tem nada haver com isto.
A realidade é o melhor que pode ser no momento.
Tudo é perfeito como é.
O seu modelo é que faz parecer que as coisas são erradas.
O único amor que o realiza é o seu.
O único apoio que nunca o abandona é o seu.
A única aceitação que pode lhe satisfazer é a sua.
A única consideração que pode respeitá-li de verdade é a sua.
A única valorização realmente eficiente é a sua.
Luiz Gasparetto
Estou passando e lendo seu conteúdo, muito bem organizado e elaborado, boa escrita.
ResponderExcluirMuito bom mesmo. Abraço.